quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O USO DE TALHERES À MESA

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Como usar os talheres à mesa





            Quem nunca recebeu um convite para um jantar super chique e na hora “h” ficou morrendo de vergonha ao se deparar com um monte de talheres dispostos à mesa? Ah! Normal... Até porque, hoje em dia, a correria que a sociedade nos impõe mudou alguns costumes e até chegou a acabar com outros.

          A falta de tempo aliada às refeições fizeram com que algumas pessoas deixassem de lado algumas regras de etiqueta e de educação, infelizmente. Mas nem por isso tudo está perdido! Em situações mais formais certas regras de etiqueta ainda são extremamente necessárias, por isso devemos estar preparados para estas ocasiões.

E o uso dos talheres é uma das regras que nunca saem de moda! Existem duas maneiras de usar os talheres à mesa: o jeito americano ou europeu. E isso depende da forma que o almoço ou jantar for servido.




 
No jeito americano você corta os alimentos (na base do zig-zag só que delicadamente) com a faca na mão direita enquanto segura o garfo na mão esquerda. Ao terminar de cortar, coloque a faca no topo e na borda do prato levemente inclinada. A serra fica sempre virada para dentro do prato. Depois de cortar você pode trocar o garfo de mão, levando-o para a direita (se for canhoto, mantenha na esquerda) e então você come o que foi cortado juntamente com as outras comidas no prato. Os dentes do garfo podem ficar virados para cima quando não for comer nada espetado por ele. Mas não se coloca comida nenhuma no garfo com a ajuda da faca. Sempre que necessitar usar a faca para cortar algo, repete-se o procedimento.




Já no jeito europeu, você corta como no jeito americano, mas continua com os talheres nas mãos e leva os alimentos diretamente à boca, com os dentes do garfo pra baixo (como ele fica quando se espeta algo e leva à boca). E mais:enquanto não estiver usando, o garfo fica com os dentes pra baixo. Na hora de descansar os talheres para, por exemplo, beber algo o garfo pode ficar no lado esquerdo dentro do prato e a faca no direito ou então deixe a faca apoiada na parte de cima do prato e o garfo na parte de baixo.
 Mas é importante lembrar que uma vez que a comida for servida e você começar a usar os talheres, eles nunca mais encostam-se à mesa. Os talheres descansam sempre dentro do prato.



 
Para sinalizar para o garçom que você já acabou de comer, ou seja, que você está satisfeito, você deve sempre colocar o garfo e a faca juntos e alinhados no lado direito do prato, exatamente no lugar das 3h ou 4h no relógio. E os dentes do garfo podem estar pra cima ou para baixo. Já a serrinha da faca fica sempre virada para o garfo e o garfo fica sempre abaixo da faca. Atenção: os talheres que não forem usados ficam na mesa, intocados e quietinhos no lugar de origem.


 


 
E já que o assunto é talher… Lembre-se sempre, sempre: não se gesticula com eles na mão! Eles são para comer e não para ficar seguindo suas mãos... Afinal, você está comendo, não regendo nenhuma orquestra!


Como e quando usar os dedos


Aspargos: Come-se com garfo e os dedos. A parte da ponta que é mais dura deve ser cortada com o garfo mesmo e é com o garfo mesmo que você vai comer o essa parte do aspargo. O restante pode ser apanhado com os dedos, mas só se for tenro.


Alcachofras: Quando inteira exige a mão para desfolhar. O fundo limpa-se com a faca e corta-se com o garfo.


Saladas: Corta-se com o garfo, se foram folhas deve-se usar a faca e o garfo para enrolar os pedaços fazendo uma trouxinha no garfo.





Peixes: São comidos com auxílio de talheres apropriados, se não tiver, com o garfo comum. Nunca deve-se usar a faca comum para cortar o peixe.



Ostras: São degustadas com o garfo próprio, de borda cortante e de três dentes. Pega-se a ostra com a mão esquerda e com a direita usando o garfo e com a borda cortante desprega-se a ostra, pinga-se limão e leva-se a boca com o garfo. Não havendo talher apropriado, desprega-se a ostra com a faca, usando o garfo para levar a boca. Pode-se levar a casquinha da ostra até sua boca para beber o caldo.



 
Carnes e Aves: Comem-se com garfo e faca. Numa churrascaria rústica, ou casa de campo ao ar livre, quando são servidas costelinhas borboletas ou codornas, o certo é apanhar o pedaço com a mão e comê-las.

Compotas: Comem-se com o garfo para a fruta e a colher para calda.

Frutas: Em geral já vêm partidas. Ex: abacaxi, laranja, manga... Uvas, cerejas, jabuticabas devem ser comidas com os dedos e as sementes ou caroços são colhidos com a mão fechada em forma de concha, junto a boca e depositados no prato.

Sopa: Usar sempre uma colher, mas nunca assopre o líquido na colher e muito menos no prato!

Licor ou Café: Pode ser servido à mesa ou fora dela, se for à mesa, a xícara e a colherinha do café ou a taça do licor vem junto com o prato de sobremesa.




 


Lembre-se: nunca, nunca use palitos para “palitar” os dentes à mesa. No resto, você vai se sair bem com certeza!

Em situações mais formais certas regras de etiqueta ainda são extremamente necessárias, por isso devemos estar preparados para estas ocasiões. 







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A TAÇA IDEAL PARA CADA VINHO

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A taça ideal para vinhos


"Num jantar, sempre pinta aquela dúvida: "em qual copo servir o vinho?"





Esclarecendo a questão:
(1) tintos encorpados pedem modelos grandes;
(2) taças estreitas e altas são ideais para espumantes;
(3) brancos encorpados precisam de modelos de tamanho médio;
(4) este é um dos copos mais comuns, perfeito para tintos leves;
(5) taças menores são indicadas para bebidas licorosas, como o xerez e o vinho do Porto;
(6) uma taça intermediária, ideal para o rosé.


Agora é só brindar!




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quinta-feira, 19 de julho de 2012

POR DO SOL NO GUAÍBA - PORTO ALEGRE

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O espetáculo do Sol beijando a Terra!

O Por-do-Sol do Guaíba, em Porto Alegre, é sem dúvida o maior cartão postal da capital dos gaúchos. Motivo de orgulho e conhecido por muitos como o por-do-sol mais bonito do Brasil.
Para entender a geografia, Porto Alegre é banhada pelo Guaíba que, na verdade, não é um rio, e sim uma laguna, já que tem ligação com o mar. Guaíba é uma palavra de origem tupi (índios que habitavam a região) e significa pântano profundo. O Guaíba possui diversas ilhas e uma ponte móvel, que é considerada um dos símbolos de Porto Alegre.








Mas a grande beleza do Guaíba está nas suas águas, quando coloridas pelo sol poente. É em função deste espetáculo, que muitas pessoas reúnem-se para assistir o por-do-sol. Sentadas na grama ou caminhando pelo calçadão da orla, os pedestres visualizam quase que diariamente a beleza de um céu de fogo, que encanta e enche os olhos. Para você visualizar o por-do-sol, você pode se dirigir à Usina do Gasômetro, ao Cais do Porto, ao Parque Marinha do Brasil, ao Pontal do Estaleiro ou a qualquer ponto da orla. Fotografe, pois vale muito a pena. É lindo. É a cara de Porto Alegre!







(Fotos tiradas na tarde do dia 12/julho/2012 por:
Valeria Serra Azul Albuquerque e Antonio Aurimá Albuquerque)



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terça-feira, 3 de julho de 2012

ATA PINHA FRUTA-DO-CONDE

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ATA




Origem

Antilhas, sendo introduzida no Brasil pela Bahia pela Conde Miranda, daí o fato de ser conhecida como “Fruta do Conde”

Outros nomes

Ata, Pinha, Condessa , Fruta-do-Conde,Cabeça-de-Negro. Pertence à família da GRAVIOLA

Características

O fruto é meio redondo, com várias saliências elevadas; à medida que vai amadurecendo, essas saliências mudam de cor, passando do verde claro para o verde meio cinzento. A polpa tem gomos, as sementes são compridas, de cor preta brilhante, cobertas por uma massa doce, macia , perfumada e muito saborosa

Dicas para comprar

Prefira as que tenham coloração verde-clara, quando for consumi-la imediatamente. Não compre as que estiverem escuras, rachadas, moles e/ou mofadas. Se preferir comprar ainda verdes, guardar para amadurecer e consumir depois, deixe-as em local arejado, longe da luz natural ; se quiser que amadureçam mais rapidamente, embrulhe-as em jornal até que fiquem macias.

Dicas para consumir

Ao natural , em sucos, doces, purês (para usar em pratos salgados), sorvetes, musses, suflês , etc. uma boa dica é usar uma pequena colher , afastando as sementes. Para preparar pratos , use uma peneira, a fim de separar as sementes da polpa. Se preferir usar o liquidificador , é preciso ligar e desligar alternadamente, pois poderá esmagar as sementes, o que deixaria a preparação amarga.

Composição

É uma excelente fonte de vitamina C, tem complexo B, é rica em açúcares, vitaminas e sais minerais.


Nome popular: anona; pinha; fruta-do-conde; ata; coração-de-boi; cabeça-de-negro; condessa
Nome científico: Annona sp
Família botânica: Annonaceae
Origem: Antilhas



Características da planta

Árvore de tamanho variável, podendo atingir até 7 m de altura de acordo com a espécie. Folhas rígidas, dispostas caracteristicamente intercaladas na posição horizontal ao longo dos ramos. Flores freqüentemente carnosas, de coloração esverdeada ou branco-amarelada. Florescem ao longo de todo o ano.

Fruto

Globoso ou alongado que contém numerosas sementes presas a uma polpa branca, aquosa, mole, envolvida por uma casca de coloração amarelo-esverdeada, lisa ou recoberta por escamas carnosas. Frutificam durante quase todo o ano.

Cultivo

Propaga-se por sementes ou por garfagem. Prefere clima quente, porém com pouca chuva e estação seca bem definida. Começa a produzir 3 anos após o plantio.
A família das Anonáceas engloba uma grande variedade de frutos e. De maneira geral, as plantas dessa família caracterizam-se por apresentarem folhas simples, dispostas alternadamente em um mesmo plano, ao longo dos ramos e pela semelhança entre seus frutos.
Os frutos, muito conhecidos em todo o mundo e bastante apreciados, têm uma aparência rústica e caracterizam-se por apresentarem a forma de "pinhas" podem possuir formas alongadas ou então arredondadas, mas não perfeitamente; às vezes, dependendo da espécie, têm a forma de um coração. De tamanhos e pesos variadíssimos, podem ser como punhos fechados ou como bolas de rugby. São, por exemplo, a fruta-do-conde (Annona squamosa), a graviola (Annona muricata), o araticum-do-cerrado ou marolo (Annona crassiflora) e os outros muitos araticuns do Brasil.

Segundo Maria do Carmo C. Sanchotene, em língua guarani, araticum significa "fruto mole", que é como esses frutos de aparência áspera e rude ficam ao amadurecer, desmanchando-se facilmente.
Araticum é, também, de fato, a denominação mais comum para as variedades silvestres das Ananáceas por todo o continente americano que fala português. Na América espanhola, por sua vez, a denominação genérica e mais comum para esses frutos é anone ou anona.
A escritora colombiana Clara Inés Olaya oferece uma pista para a compreensão dos motivos que levaram a tais generalizações Segundo ela, os espanhóis teriam provado essas frutas pela primeira vez nas Ilhas do Caribe, assim que aportaram no Novo Mundo, uma vez que são nativas da região. Ali, teriam também rendido o nome anón, palavra da língua indígena taína usada para designar uma determinada variedade de fruta nativa e que, mais tarde, ficou conhecida como "ei manjor blanco de los españoles".
O anón descrito pelos navegantes do século XVI nasce em arvoretas, tem cor verde-escura, textura escamosa e verrugosa, e, quando maduro, ao contrário do que sua aparência pode fazer crer, abre-se em gomos facilmente, bastando, para isso, um leve aperto.
Aberta, a fruta oferece uma polpa suave e cremosa que se desmancha na boca, deixando um sabor bom e perfumado, além de várias pequenas sementes duras, lisas e brilhantes.
Esta descrição corresponde, precisamente, à da Annona squamosa que é, entre todas as Anonáceas, a mais conhecida e a mais facilmente encontrada nas feiras-livres e supermercados brasileiros, embora não seja variedade nativa do país.
De fato, a introdução desta fruta no Brasil tem datas históricas precisas: segundo Pio Corrêa, na Bahia corria o ano de 1626 quando o Conde de Miranda plantou a primeira árvore dessa variedade, e já era 1811 quando um-agrônomo francês introduziu-a no Rio de Janeiro, a pedido do Rei D.João VI. Estima-se, no entanto, que algumas variedades silvestres da fruta, originárias das Antilhas, deslocaram-se também até atingirem a região amazônica, transformando-se em espécies subespontâneas antes mesmo da chegada dos europeus.
Atualmente, no Brasil, em virtude de tantas andanças, o anón espanhol tem vários nomes em português: pode ser ata, no norte e no nordeste do país, no interior de São Paulo e em Minas Gerais; pode ser araticum, no Rio Grande do Sul; ou, então, I na Bahia, pode ser fruta-do-conde ou pinha.
Como ata, pinha ou fruta-do-conde, ela é, atualmente, cultivada por todo o país. De sabor delicioso e típico, a pinha é basicamente consumida in natura, mas sua polpa presta-se muito bem como ingrediente no preparo de refrescos e sucos.
Ainda no século XVI, à medida que os homens europeus foram conquistando as novas terras e que se embrenhavam no continente as novas terras e que se embrenhavam no continente americano, encontraram outras variedades de frutas similares. Muito parecidas entre si, segundo Clara Inés Olaya, essas frutas foram designadas pelos conquistadores pelo mesmo nome anón, sem se respeitarem nem reconhecerem as diferentes denominações que os povos indígenas lhes atribuíam. E possível imaginar que fatos semelhantes tenham ocorrido com vários dos araticuns brasileiros.
Entre todas as frutas conhecidas em nosso planeta, não há família mais complicada que a das Anonáceas, do ponto de vista das muitas variedades existentes, das semelhanças entre os frutos e das diferentes denominações populares que lhe foram atribuídas ao longo do tempo, na história.
O araticum-do-cerrado (Annona crassiflora) é mais um deles. Com esse nome ele é conhecido na região central do Brasil, nos cerrados que ele carrega no nome. Como marolo, é conhecido por todo o sul de Minas Gerais, onde é nativo e espontâneo nos enclaves de campos cerrados existentes na região.
Basicamente, com relação à qualidade da polpa, distinguem-se dois tipos de frutos assim denominados: o araticum de polpa rosada, mais doce e mais macio, e o de polpa amarelada, não muito macio e um pouco ácido. Em ambos os casos, o processo de obtenção da polpa, que pode ser congelada, é semelhante, sendo lento, manual e de pouco rendimento.
Com um ou outro nome, esse fruto de grande tamanho é bastante conhecido e consumido pelas populações locais, sendo comercializado nas feiras e, especialmente, nas beiras de estrada na época de sua frutificação.
Entre as frutas nativas brasileiras que não se transformaram em espécies cultivadas, o araticum-do-cerrado é uma das que apresenta o maior índice de aproveitamento culinário. Além do consumo in natura, são inúmeras as receitas de doces e bebidas que levam o sabor perfumado e forte de sua polpa, acrescida, muitas vezes, pelos sabores de outras frutas: batidas, licores, refrescos, bolachas, bolos, sorvetes, cremes, geléias, gelatinas, compotas, quindim, docinhos, doces-de-coco, doces-de-leite, etc.











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domingo, 1 de julho de 2012

CANYON ITAIMBEZINHO - CAMBARÁ - RS - BRASIL

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Canyon Itaimbezinho - Parque Nacional Aparados da Serra - Cambará do Sul - RS




O Canyon Itaimbezinho está a 18 km da cidade de Cambará do Sul e é um dos mais impressionantes canyons da região.


O Itaimbezinho é um cânion ou desfiladeiro situado no Parque Nacional de Aparados da Serra no Rio Grande do Sul, a cerca de cento e setenta quilômetros ao noroeste de Porto Alegre, próximo à fronteira do estado de Santa Catarina.
O cânion tem uma extensão de cinco mil e oitocentos quilômetros, com uma largura de dois quilômetros e uma altura máxima de cerca de setecentos metros, sendo percorrido pelo Arroio Perdizes. Alem deste, existem outros cânions, como Cânion Fortaleza, Cânion Malacara e o Cânion da Pedra. Itaimbezinho é um nome de origem Tupi-Guarani, "ita" significa pedra e "Ai'be" afiada. Está localizado entre Cambará do Sul e Praia Grande, no Parque Nacional dos Aparados da Serra, a dezoito quilômetros da sede do município. O acesso ao parque é possível através da RS 429 ou pela SC 360, em uma estrada de chão batido. Sua formação rochosa existe a pelo menos cento e trinta milhões de anos e é um dos maiores do Brasil. As paredes de cor amarelada e avermelhada são cobertas, de ponto em ponto, por vegetação baixa. Ao redor do cânion os pinheiros nativos completam a paisagem. O Rio Perdizes desce as paredes rochosas para formar a Cascata Véu de Noiva de uma beleza sem igual, esta cai de uma altura de setecentos metros, produzindo uma bruma antes de atingir o fundo do ion. No azulado do cânion, como gigantesca serpente, o Rio Boi se move preguiçosamente entre as pedras, formando uma série de caprichosas Cachoeiras, que deslizam para o vizinho Estado de Santa Catarina. O Parque Nacional dos Aparados da Serra é administrado pelo IBAMA, cuja sede está localizada no Parque. Lá é possível encontrar lanchonete, banheiros, estacionamento, espaço cultural, além de guias que auxiliam os turistas a realizarem as trilhas do local. 



Cascata Véu de Noiva
 



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CURIOSIDADES


Itaimbezinho é um nome de origem Tupi-Guarani, "ita" significa pedra e "Ai'be" afiada. Está localizado entre Cambará do Sul e Praia Grande, no Parque Nacional dos Aparados da Serra, a 18 Km da sede do município. O acesso ao parque é possível através da RS 429 ou pela SC 360, em uma estrada de chão batido.

Sua formação rochosa existe a pelo menos 130 milhões de anos e é um dos maiores do Brasil, sua extensão atinge 5.800 metros e uma largura que varia entre 200 e 600 metros. Sua profundidade máxima é de 720m. As paredes de cor amarelada e avermelhada são cobertas, de ponto em ponto, por vegetação baixa. Ao redor do cânion os pinheiros nativos completam a paisagem.

O Rio Perdizes desce as paredes rochosas para formar a cascata "Véu de Noiva" de uma beleza sem igual, esta cai de uma altura de 700 metros, produzindo uma bruma antes de atingir o fundo do cânion. No azulado do cânion, como gigantesca serpente, o Rio Boi se move preguiçosamente entre as pedras, formando uma série de caprichosas cachoeiras, que deslizam para o vizinho Estado de Santa Catarina.

O Parque Nacional dos Aparados da Serra é administrado pelo IBAMA, cuja sede está localizada no Parque. Lá é possível encontrar lanchonete, banheiros, estacionamento, espaço cultural, além de guias que auxiliam os turistas a realizarem as trilhas do local. São elas:

Trilha do Vértice: a trilha inicia no centro de visitantes do Parque Nacional dos Amparados da Serra, em menos de uma hora de caminhada é possível alcançar a borda do cânion Itaimbezinho, chegando até a queda da cascata Andorinhas.

Trilha do cotovelo: uma trilha leve de, aproximadamente, 6,3 quilômetros. A mesma leva até um mirante que proporciona uma visão geral do cânion. O último horário de saída para trilha é as 15:00 horas.

Trilha do Rio do Boi: consiste e em uma trilha longa e cansativa , são 8 quilômetros de ida e volta, podendo durar até 7 horas. É a única trilha que permite acesso no interior do cânion. Ela parte da cidade de Praia Grande. Há diversas travessias pelo rio do Boi, dependendo muito do nível do rio. Ao longo da trilha é possível tomar banhos em piscinas naturais de águas geladas.

Como se formaram os Canyons!
Basalto é uma rocha magmática porque resulta da consolidação do magma (material ígneo que está no interior do globo terrestre) e é chamado também de rocha magmática extrusiva porque sua consolidação ocorreu na superfície.

A cerca de 137 à 150 milhões de anos atrás a terra era formada por um único continente chamado de Pangéa.

Todo esse território era constituído de um deserto chamado de bacia sedimentar do Paraná. Então aconteceu o que na geologia é chamado de "Derrames Basálticos" ou seja, esse deserto se rachou e o magma do centro da terra imergiu e alagou uma área de 1.000.000 Km². O magma vinha do centro da terra a uma temperatura de 10ºC resfriava e solidificava ao mesmo tempo. Assim ocorreram 13 derrames basálticos.

A 135 milhões de anos as placas tectônicas começaram a se mover e o continente de Pangéa começou a se separar, dividindo-se primeiramente em dois continentes que passaram a chamar de Laurasia e Gondwana. Conforme as placas tectônicas se moviam, estes dois continentes também foram dividindo até formarem os continentes que a gente tem hoje. Com essas divisões as bordas aqui do planalto ficou cheio de rachaduras que comparado ao que é hoje não eram quase nada. A partir destes 135 milhões de anos para cá o rio veio causando erosão e veio formando o canyon.

" O canyon nada mais é do que o fruto da erosão do rio" CANYON - fenda profunda e sinuosa cavada pela erosão do rio.

Pólos de Ecoturismo

O Pólo do Itaimbezinho reúne o mais famoso cânion do Parque Nacional dos Aparados da Serra e também o maior da América do Sul com uma extensão de 5800 metros e uma largura que alcança os 200 metros. Seu nome vem do Tupi Guarani que significa pedra afiada. As paredes rochosas do Itaimbezinho têm altura máxima de 700 metros, cobertas por vegetação baixa e pinheiros nativos.

O Parque Nacional dos Aparados da Serra localiza-se no município de Cambará do Sul, na Serra Gaúcha, em meio à região das Hortênsias. Depois de visitar o Itaimbezinho, outras opções estão disponíveis para o deleite dos olhos.
Os Cânions da Fortaleza, do Malacara e do Faxinalzinho não perdem em beleza. Em São José dos Ausentes o Monte Negro, o Morro Agudo e o Cachoeirão dos Rodrigues aliam a prática do Ecoturismo com a tradição Gaúcha nas Casas de fazenda. Em Bom Jesus e Jaquirana a paisagem dos Campos de Cima da Serra proporcionam momentos mágicos.
O frio é um atrativo extra, chegando no inverno a temperaturas abaixo de zero com ocorrência frequente de geada, podendo nevar. No verão a temperatura situa-se por volta dos 22º C. Em toda região há concentração de araucárias, com sub-bosques de pinheiro-bravo, aroeira e carvalho.
As formações campestres ocorrem em partes onduladas do planalto.
O Lobo-Guará, o Puma americano, a Jaguatirica, o Guaraxaim-do-campo, o Urubu-Rei, a Gralha Azul e a Curicaca são representantes da fauna local.









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quinta-feira, 14 de junho de 2012

POETA SERRA AZUL - PRIMEIRA PARTE

Um espaço reservado ao Poeta SERRA AZUL



ANO 2013     -    120 ANOS DO NASCIMENTO DO POETA SERRA AZUL








NATUREZA RITMADA



Inconfundível com os demais poetas, sua poesia é de cunho cientifíco- filosófico, não cultivado no Brasil. Seu livro“Natureza Ritmada” é prova disto e “Versos Bucólicos”, uma continuação do gênero predileto. Seu 1º livro publicado“Alfabeto das Musas”, exaltando nomes de mulheres fictícias, tem mais filosofia que lirismo ou devaneio amoroso. De alma jovem e vibrante, amava a mocidade, instruindo e estimulando-a, pois tolerava e até exaltava as produções que tivesse conteúdo, pureza de linguagem e sentido compreensível.Sua emotividade é extrema e a facilidade com que elogia obras da natureza,esmaga meio mundo quando verbera os defeitos sociais. Referenciamos aqui,sua vida e sua obra, que encerram particularidades tão complexas, seu caráter e independência de espírito, suas atitudes, sua moral inquebrantável na pureza de costumes e persistência na busca de conhecimentos e sua bondade.
Obras: Alfabeto das Musas, Natureza Ritmada, Versos Bucólicos, Reflexões de um Rebelado, Cronologia de Homens Ilustres e trabalhos inéditos.

PRIMEIRA PARTE

ALFABETO DAS MUSAS

(Glorificação das letras do alfabeto)



ALICE

...E enfim não houve céu que eu não subisse,
Campos de flores que eu não percorresse,
Mares e abismo a que eu não descesse,
A ver se achava o que imitasse Alice

Cheguei ao mar e a pérola me disse:
- "Quem sou eu? Ah! Se tal me parecesse!"
Nem houve flor que inveja não tivesse
Nem estrela que ciúme não sentisse.

E na jornada espiritual que à face
De tudo andei, niguém achei que fosse
Digno de que com ela eu comparasse.

Não encontrei, nem encontrei quem visse
Formosura no mundo como a doce,
Cheia de graça e angélica de Alice.

(Nota:-
Este soneto tem a particularidade de ter as rimas
em isse, esse, asse (ace) e osse (oce). Rimas heterofônicas
no segundo quarteto (parecesse/tivesse), apesar de
homográficas. É um exemplo de prosopopéia.
O primeiro verso do primeiro terceto é um
exemplo de mesodiplose.) 
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BEATRIZ


É mais formosa que a Beatriz do Dante
Porque, se aquela fosse assim tão bela,
O poeta não teria tido aquela
Visão de inferno e glória ao mesmo instante.

Porque quem vir Beatriz, estou que cante
Somente a glória que ela, em si, revela.
E só poderá ver inferno adiante
Ou purgatório, estando ausente dela.

Assim para a beleza ser completa,
É preciso ter na alma a formosura
Que se ajuste à dop corpo em linha reta

E esta beleza da alma se apresenta
Em Beatriz, na virtude e na ternura
De que a beleza dela se ornamenta.



(Nota:- Dante, autor da Divina Comédia,
que foi guiado por Beatriz. Alusão e ironia,
figuras de pensamento).




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CARMEN


_"É tarde!  -exclamam os altivos montes...
E Carmen não saiu com seus fulgores,
Para banhar de luz nossos pendores,
Mudar em ouro as lágrimas das fontes!"

A árvore, a rocha e os animais, as frontes
Curvam, dizendo; _ "Onde ela está, pastores?
_Quem vem trazer o aroma para as flores?
_Quem vem pintar de rosa os horizontes?"

Há pelos ramos módulas endeixas.
Chora o bosque, saudoso, e, ao mesmo instante
Soam, na selva, sonorosas queixas...

Mas, enfim, ela chega e tudo cora
Perguntando; _"Onde estavas, doce amante?
E ela, sorrindo; _"Eu acordei agora!"



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DOLORES


Irmã gêmea do dia que esmaece
Com os últimos lampejos do sol-poente,
Ela se evola, à proporção que desce
A terra, a noite lúgubre e silete.

A impressão que deixou seu vulto ausente,
_Semelhante à expressão que transparece
Da Virgem Dolorosa, _inspira ao crente
A contrição o sonho, o anseio, a prece...

Onde ela não passou, a sombra errante,
Estão a germinar crimes e horrores,
O vício, a morte, o mal, a todo instante...

Mas quando a aurora surge em seus albores,
A luz com um riso etéreo e deslumbrante,
Segue, beijando os rastros de Dolores.




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ELOÁ


Foi na hora que Jesus ao céu subia
Que Eloá de uma lágrima nasceu,
Das lágrimas vertidas por Maria
Na mesma noite em que Jesus desceu.

Como no oceano a pérola nascia
Das lágrimas de dor que o mar verteu,
Assim, na dor que à Mãe de Deus feria,
A pérola Eloá do céu desceu.

Por isso é que ela, na Semana Santa,
Não quer aparecer, não ri, não canta,
Na sua religiosa solidão.

E porque ela se isola, a Natureza,
No mundo espalha universal tristeza
Por toda Sexta-Feira da Paixão.




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FLORIPES


Quem dos Pares de França ouviu a lenda
Sobre quem teve o nome assim, que um dia
Um deles desposou, talvez entenda
Que eu fale dessa flor da Alexandria.

Não é, porém, nem de outra que estaria
Lá. Digo para que ninguém empreenda
O plano de, atualmente, ir à Turquia
Ser o Gui de Borgonha da legenda.

Que o brasão dos antigos cavaleiros,
Alcança mesmo  sem brandir a espada
Do incrível Roldão ou de Oliveiros.

Aquele que auferir a alta ventura
De vê-la aqui, mais bela que a sonhada
Floripes, que na fábula figura.



(Nota:- Floripes, amor de Gui de Borgonha,
um dos doze Pares de França, como
Roldão ou Oliveiros)




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GUIOMAR

_"Guiomar! Guiomar!" Em todo som que havia
Na voz do vento e na amplidão infinda
Do mar, que o mesmo nome repetia,
Foi o que ouvi naquela noite linda

_"Guiomar! Guiomar!" Repete o oceano aínda
(Pois é ela, que o embelece e o acaricia,
Cuja luz suave o torvo aspecto alinda
E muda o triste pranto em harmonia)

Ele, que chora sempre eternas mágoas
Freme, e, logo que a encara, à flor das águas,
Um gozo extremo do último revela...

E a causa - ao lhe indagar _(que sempre o dome
A causa!) faz-me ver que é de seu nome
Ser a terminação do nome dela.



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HELENA

Quem viu da Arcádia a história da princesa,
Filha de Leda e Tíndaro, não diga
Que falo da que foi raptada e presa
Por Páris, _causa da troiana intriga

Falo da que, por mágica estreiteza,
Á formosura helênica se liga
Com o mesmo nome e a heráldica beleza
Que era a graça e o esplendor da Grécia antiga.

E é superior à bela grega! É pena
Não ter agora como bela Helena
Os poetas e os pintores que a endeusaram!

Falta a lira pagã de Homero, agora.
Faltam os deuses que a celebrizaram
Na arte, no amor, na estética de outrora.


(Nota:- Alusão à Helena de Tróia)




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IDILVA


Idilva, arcanjo ideal, criança loura,
De róseas faces, lábios purpurinos,
Tem traços celestiais e alabastrinos
De Angélica visão deslumbradora.

O áureo esplendor de seus cabelos finos,
Embaça a luz do luar e o sol desdoura
E, com seus olhos meigos e divinos,
Deslumbra a própria Vênus sedutora

Onde ela passa, ofuscam-se os fulgores
Do sol; obumbra-se o verdor do prado;
E festejam-na os pássaros e as flores.

E um cortejo de estrelas que a acompanha,
Se apaga, enfim, por tê-las ofuscado
O sol, dourado os cimos da montanha.



* * * * *



JULIETA

Tudo, ao vê-la passar, se ajoelha e reza
Pois, de segui-la, tudo tem desejo
Aonde quer que ela vá. No entanto vejo,
Que, por modéstia, tudo ela despreza.

Se é dia, o sol com reverente beijo,
Imprime o amor em toda a Natureza;
Se é noite, a lua vem com seu cortejo
De estrelas, sob o céu cor de turquesa.

Seus encantos, só sabe decantá-los,
Quem, às mãos, sustiver a harpa do vento,
Quem, dos astros, tiver na fronte, os halos.

Decantá-la, um mortal, que atrevimento,
Se ela é raimha de quem são vassalos
O vento, a luz, o mar e o firmamento?!




* * * * *


KORA
Kora com K? Por que razão escreva
Assim, não sei. E, ao mesmo tempo, julgo
Que sendo a mais ideal das ilhas de Eva,
Queira, em tudo, ficar fora do vulgo.
_"Este exotismo pelo ideal promulgo!"
Diz-me ela ao lhe indagar. E a crer me leva
Que alguma cousa gótica divulgo
E alguma cousa jônica me enleva.
Emblema de três raças, deste modo,
Mostra o gênio de um dórico e de um godo
Com a castidade das donzelas sírias...
E a se banhar no seu olhar sereno;
Julgo ver em Castália ou ver no Reno,
Antiga Deusa ou uma das Valquírias.
* * * * *


LAURA
Quem a veja não há (ditosa e santa,
Porque está muito longe de imitá-la
A própria Laura, a quem Petrarca canta)
Que não deseje, então, para exaltá-la.
Ser, com fogo na voz que se levanta,
Doce e mavioso rouxinol que fala
E com voz de sereia na garganta
Novo Petrarca, enfim, para cantá-la.
Do alto as estrelas curvam-se radiosas
Magnetizadas pela maravilha
Momentânea das faces luminosas
Com que seduz a todas, pelo espaço,
Mostrando um sol em cada olhar que brilha,
Movendo um claro céu a cada passo.
(Nota:- Alusão ao amor de  Petrarca.
A  chave do terceto final conclui com
duas belas metáforas, com a anáfora,
figura de repetição.)



* * * * *




MARGARIDA


O nome da margarida figura nos dicionários com várias
significações poéticas:
a) nome próprio de mulher;
b) no reino vegetal - nome de uma flor;
c) no reino animal - nome que dão à pérola extraída da
concha marinha;
d) no reino mineral - nome de uma pedra preciosa.



Entre Rosa, Violeta e Margarida,
Ninguém soube, jamais, dizer qual era
Das três, a flor que mais enfeita a vida
Cada qual, no seu gênero, a exagera.

Creio, porém que, sobre as mais, impera
A última, quer no lar, quer na avenida,
Nos campos, nos jardins. Se alguém duvida,
Bem pode se informar da Primavera.

Ela, enfim, representa a Natureza
Em seus três reinos dividida . Em fina
Pérola, no animal se representa.

Prende-se à flor e à gema que se ostenta
No mineral. E em tudo, assim, domina:
No perfume, no brilho e na beleza.


(Nota:-  A nota inicial do Poeta se desenvolve
como num epânodo (figura de repetição), com
fina ironia no 4° verso do 2° quarteto).




* * * * *




NAÍDE


Não sei bem se Naíde se chamava
Ou Náiade, porém, com perfeição
Me lembro que o seu nome principiava
Com a mesma letra com que escreves - Não!

Sei que aos seus pés o mundo se prostrava,
Como a implorar promessas ou perdão
E após a Natureza me contava
O segredo da própria confissão.

Era todo o Universo apaixonado
De Náiade ou Naíde aos pés prostrado.
Com quem chora aos pés de um confessor.

E embevecido em sua formosura
O mundo todo em luz se transfigura
Numa perfeita confissão de amor.



* * * * *




OLGA



Olga!... Aos ditosos ares onde assume
Tua figura angélica e dourada.
Pensa-se ver um cisne de Prudhomme,
Quando, num lago azul, cantando, nada,

Deus fez o céu  de forma arredondada
Como a indicar a letra do teu nome
E a todo sol na esfera constelada,
Manda, também, que a mesma forma tome!

Prevendo o teu encanto, a Natureza
Traçou elipses ou circunferências
Em tudo quanto fez grande no mundo.

E para harmonizar com tal beleza
Com a mesma letra Deus faz reticências
De luz e de astros pelo azul profundo.


(Nota:- Prudhomme, poeta parnasiano francês)



* * * * *




PALMIRA


No manancial que diariamente espera
A uma hora certa o banho de Palmira,
Ouve-se o sol dizer: _Ah! Quem me dera
Ser essa fonte! E a fonte então suspira.

-"Antes quisera ser o sol que gira
Na altura, a vê-la em tudo da alta esfera!"
(Pois que Palmira uma hora só a inspira
Durante vinte e quatro que a lacera!)

Diz a floresta: -"Quero ser a aurora"!
A aurora diz: -"Quisera ser a escura
Alcova, que com sua luz se aclara!"

Murmura a luz: -"Que querem mais agora?"
Aurora, sol, floresta e fonte pura,
Como se fartarão com luz tão rara?!

(Nota:- Rimas em era, ira, ara, ura e ora)



* * * * *



QUITÉRIA


Por que o teu nome é feio, não se deve,
Todavia esquecer tua beleza
Pois que, com esta letra, não se escreve
Um nome belo em língua portuguesa.

Basta ser bela, para o nome, em breve
Transformar-se em brasão de alta nobreza.
Pelo que, não existe, com certeza,
Um nome de mulher que não se eleve.

Como a noite que horror nos anuncia
Mas o clarão do luar e das estrelas
A faz cheia de encanto e de poesia,

O teu nome, Quitéria, teve a sorte
Daquelas noites que se tornam belas
Com as auroras boreais no Polo Norte.


(Nota:- Quitéria começa com a letra "Q",
permitindo ao Poeta glosar o "que" de
diversas maneiras: no 1° verso - por que;
3° verso - pois que; 7° verso - pelo que;
8° verso - que não se eleve; 9° verso
- que horror nos anuncia; 13° verso
- que se tornam belas).


* * * * *



ROSA


Com as rosas da saúde que florescem
Nas pequeninas mãos, na face pura
E outras que em seus cabelos de ouro tecem
Uma auréola de rosas que fulgura

Na fronte, um véu de transparente alvura;
Vai para a igreja. É noiva. Os anjos descem
E, com as capelas de ouro, lhe oferecem
Todas as rosas dos jardins da Altura.

Mas ninguém me pergunte quem seria
Esse noivo feliz, porque, tal dote,
Só mesmo um Ser Divino o merecia!

Pois que todos a viram, ajoelhada,
Recebê-lo das mãos de um sacerdote
No ministério da Hostia Consagrada.


* * * * *




SARA


Na noite em que a exalcei, aos céus erguia
A vista, e via em festa o firmamento
Do assento de uma estrela para o assento*
De outra estrela que além folgava e ria.

Um milhão de girândolas subia,
Soava na altura mágico instrumento
E buscando eu saber por que seria
Tanto alvoroço, pela voz do vento

As estrelas, com frases comovidas
Nun claro gesto de alegria pura
Me dizem sumamente agradecidas.

_ "Em louvor do teu verso que compara
Nossa apagada e mísera leitura
Com a imagem bela e cândida de Sara".


(Nota:- Mesoteleuto de assento e mesodiplose
de estrela nos versos 3° e 4° (fuguras de
repetição).



* * * * *



TEREZA


Esta, por quem se esmera a Natureza
Em conserva-lhe um duplo encantamento,
Ergue à feição humana, um monumento
Moral em toda a sua singeleza.

A luz da graça e do aperfeiçoamento,
_Tesouro de virtude e de beleza
_Mostra também, os dotes do talento
Como assim se ilustrou santa Tereza.

Tal como Júlio César se decide
A imitar Alexandre em sua glória
E que mais tarde o fez assim, progride

Tereza tendo sempre de memória
A Santa de seu nome que preside
Seus atos, quer na vida, quer na História.



* * * * *



URÂNIA


Um dia Urânia veio à terra e após,
Apolo fala e ordena à maior parte
Dos grandes deuses que de toda parte
Acordem, todos, à apolínea voz:

_"Que ordena o meu senhor?" _"Vá um de vós
Atrás de Urânia que fugiu!" Desfarte,
O mais violento que é o guerreiro Marte,
Resolve, então se aproximar de nós.

Mas Netuno, Saturno, Urano, Vênus,
Mercúrio, Jove, grandes e pequenos
Deuses fazem a Apolo objeções:

Que, como Cristo viera noutra idade,
Ela viera ensinar à humanidade
A estrada de ouro das constelações.


(Nota:- Soneto mitológico.
Urânia é a Deusa da Astronomia.)



* * * * *




VIOLETA


A um enxame de abelhas e falenas
Com que o aladomSísifo no ar se cruza,
A Primavera reúne as filhas, plenas
De orvalho, _o vinho que entre as flores se usa.

_"É o natalício de uma que se acusa:
E és tu, Violeta, que entre nós ordenas
E que sucesso tal se reproduza
Sempre, por Flora!" _dizem as verbenas.

Como uma deusa entre as irmãs formosas
Recebe abraços, parabéns e beijos
De açucenas, de lírios e de rosas...

E Violeta, apesar de ser humana
Para acender das outras aos desejos,
Ficou sendo das flores soberana




* * * * *


WALDA


Nasceu talvez num dia em que no Reno
Lançasse o sol o disco avermelhado;
Pois que mostra com algo de encantado
Visor de fada no seu porte ameno

Seus olhos têm a cor do céu sereno
O seu cabelo é um nimbo de ouro ondeado
E o próprio chão se orgulha em ser pisado
Pela alva planta do seu pé pequeno.

Da sua voz o timbre lembra o coro
De Eurídice, ao compasso de uma orquestra*
Por ágeis mãos tangida em liras de ouro

Mas o que mais me atrai na doce Wanda
É o nobre aspecto de guerreira destra
Que abate os leões nos reinos de esmeralda


(Nota:- *Mitologia. Eurídice, mulher de Orfeu.)



* * * * *



XIMENA


À Grécia, outrora a combater os males,
Vieram Pítacus, Bias e enfim os sete*
Filósofos que a História aínda repete
_Sólon; Mison, Quilon; Periandro, Tales.

Com a mesma origem veio aos nossos vales
Ximena, tendo em cruz, um ramalhete
De flores, que lhe ofertam, num banquete
Todo o essencial licor que tem no cálix

Quando ela surge, animam-se os verdores
Em seu louvor, na música do ninho
Voam cantando, alados trovadores

Em cada ramo canta um passarinho
E o vento a segue sacudindo flores
Pelas areias brancas do caminho.


(Nota:- O Poeta relaciona os 7 sábios
da Grécia Antiga.)



* * * * *




YÊDA



É uma incógnita algébrica a figura
Dessa deusa oriental de estranho porte
Como o Japão, de exótica postura
De água e vulcões é um lírico recorte

Mais que as outras se mostra altiva e forte
Na arte das construções e arquitetura
Que à guisa de pilar ou de suporte
Sustem os vigamentos da estrutura

Tem a forma da lira e os esplendores
Dol sol, na voz a célica harmonia
Como que a musicar as sete cores

Do arco-íris que a seus pés mostra a leveza
De um sonho a parecer que se extasia
Em ascensão a própria Natureza.



* * * * *



ZAÍRA


Não, Não* seja eu com minha musa calma
Quem cante os dons de tão divino ser,
Que o poeta, enfim, que há de levar a palma
Porque os cante, está aínda por nascer!

Tenho apenas a idéia que me encalma,
Quanto à expressão ou modo de dizer,
São os versos que ficam dentro dalma
E não poderei nunca os escrever!

Nem mesmo o esboço posso dar do sumo
Encanto de Zaíra que é o resumo
Dos céus nos seus eternos apogeus!...

Entidade divina e soberana
Que não é feita da matéria humana,
Mas do Éter e da Luz, por mão de um Deus.

(Nota:- Repetição enfática do não, epímone).



* * * * *



À CARMINHA


Penélope, rainha da Ítaca e mulher
de Ulisses, a fim de se ver livre de seus
Inúmeros requestadores tecia de noite e
desmanchava de dia o trabalho, com que
havia de presentear o sogro, para, conforme
o costume antigo, obter a licença de contrair
núpcias como viúva, que se supunha, na
longa ausência de seu esposo.
(Da  Ilíada)

Penélope moderna, meiga e pura,
Tipo modelo, quando aínda é comum
O delito social que aínda tortura
Os Ulisses do século vinte e um!

Na ausência do homem que a ama, homem algum
Jamais vê com maldade, que a ternura
De seus afetos, se concentra num
Culto de amor que só no lar se apura.

Sem estar sempre e urdir e a desmanchar
A inacabável teia que arma e incita
Falsos amores contra o amor do lar

Cerra-se na virtude, como flor
Que se não mostra ao mundo, mas imita
O amor perfeito, no perfeito amor.*

(Nota:- Epanástrofe: o amor perfeito,
no perfeito maor (figura de repetição -
repete o mesmo final no sentido inverso.)




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O QUE REPRESENTAM AS MUSAS


ALICE - A beleza inatingível.
BEATRIZ - A beleza perfeita.
CARMEM - A luz matutina.
DOLORES - A luz crepuscular.
ELOÁ - A beleza mística.
FLORÍPES - A beleza legendária.
GUIOMAR - O luar na praia, a lua.
HELENA - A beleza heráldica.
IDILVA - Os raios do sol sobre a montanha.
JULIETA - O conjunto das belezas naturais.
KORA - A beleza excêntrica.
LAURA - A beleza das águas correntes e límpidas, refletindo o céu.
MARGARIDA - A beleza nos três reinos da natureza percebida.
pelo perfume da flor e pelo brilho da rérola e da gema.
NAIDE - O nascer do dia, a alvorada.
OLGA - A beleza das noites estreladas, dos astros.
PALMIRA - A beleza fugitiva e alternante das cousas, em face da luz.
QUITÉRIA - Auroras boreais aformoseando as feias solidões polares.
ROSA - A inocência e a candura.
SARA - Os meteoros, a luz e os sons em espirais.
TEREZA - A moral (personificação).
URÂNIA - Como sempre, a astronomia. É a musa que fugiu  do
gêmio das Apolo para o das do "Alfabeto".
VIOLETA - A primavera e as flores.
WALDA - Valquíria de Vagner.
XIMENA - Os perfumes, os gorgeios e as carícias suaves do vento.
YEDA - A arquitetura, a música e as cores.
ZAÍRA - Entidade cósmica. o éter. Força cósmica ou divindade
dirigente das forças da natureza.


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(Obs.: As notas são de Henriques do Cerro Azul, filho do autor)





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terça-feira, 12 de junho de 2012

DIA DOS NAMORADOS

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O Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim é uma data especial e comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais sendo comum a troca de cartões e presentes com simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho. Em Portugal também acontecia o mesmo até há poucos anos, mas atualmente é mais comum a data ser celebrada em 14 de Fevereiro.

A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.
O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.
Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.
Considerado mártir pela Igreja Católica, a data de sua morte - 14 de fevereiro - também marca a véspera de lupercais, festas anuais celebradas na Roma antiga em honra de Juno (deusa da mulher e do matrimônio) e de Pan (deus da natureza). Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.
Outra versão diz que no século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim como a união do Dia dos Namorados. A data foi adotada um século depois nos Estados Unidos, tornando-se o The Valentine's Day. E na Idade Média, dizia-se que o dia 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta do(a) amado(a).
Atualmente, o dia é principalmente associado à troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa. Estima-se que, mundo fora, aproximadamente mil milhões (Portugal) (um bilhão no Brasil) de cartões com mensagens românticas são enviados a cada ano, tornando esse dia um dos mais lucrativos do ano. Também se estima que as mulheres comprem aproximadamente 85% de todos os presentes no Brasil.
O dia de São Valentim era até há algumas décadas uma festa comemorada principalmente em países anglo-saxões, mas ao longo do século XX o hábito estendeu-se a muitos outros países.

No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de Junho por ser véspera do 13 de Junho, Dia de Santo António, santo português com tradição de casamenteiro.
A data provavelmente surgiu no comércio paulista, quando o comerciante João Dória trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes. A ideia se expandiu pelo Brasil, amparada pela correlação com o Dia de São Valentim — que nos países do hemisfério norte ocorre em 14 de fevereiro e é utilizada para incentivar a troca de presentes entre os apaixonados.






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